quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sepé Tiaraju

Sinopse
Espetáculo musical para todas as idades, que conta a saga heroica de uma nação e seu grande líder.  Sepé Tiaraju o Guerreiro da Lua Crescente é uma visão poética da epopeia vivida pelo povo Guarani, suas lutas, seu encontro com a religiosidade e sua incrível jornada em busca da “Terra sem males”. Um espetáculo que se propõe através da música e da poesia, o resgate de um verdadeiro herói brasileiro, o índio da lua na testa o bravo guerreiro Sepé um homem que ainda hoje vive na fronteira entre o mito e a realidade.
                                         Esta já é a “Terra sem Males” prometida?
Esta pergunta que está já no início do espetáculo, se transformou no ponto de partida para o desenvolvimento deste texto teatral. Uma pergunta que fica mais difícil de ser respondida quando damos, por exemplo, uma olhada pelas ruas, pelos sinais de trânsito ou pelas periferias das grandes cidades e nos deparamos com a realidade em que vivem os descendentes das nações indígenas que povoaram o Brasil antes da chegada dos conquistadores. Vendem cestos e colares, pedem dinheiro, crianças com caras tristes dançam para os turistas em feiras e parques, não mais em rituais religiosos e festivos, mas em troca de algumas moedas. Tudo isso para tentarem com um pouco de dignidade que lhes resta, sobreviver ao modelo imposto pelo homem branco. Estes índios urbanos são os sobreviventes da ganância, da dominação e das guerras que dizimaram nações inteiras. Os descendentes dos Guarani, são os guerreiro de pé, são a afirmação do brado do valente índio Sepé que um dia gritou “Esta terra tem dono”, podem facilmente ser encontrados em meio do caos das ruas, só precisamos abrir nossos olhos e nossos corações para enxerga-los, eles existem, ou melhor eles ainda existem, são os valentes herdeiros de Tiaraju em busca da terra sem males, uma promessa feita pelo grande Monan, que com o poder de Tupã um dia haverá de se cumprir.
                                                          Sepé Tiaraju, mito ou lenda?
A imagem do bravo guerreiro guarani atravessa os séculos envolta em misticismo e fantasia, o que cria uma ideia de figura mitológica ou lendária. Mas na realidade é um valente e destemido líder que comandou uma das mais heroicas resistências á dominação branca neste extremo sul da América do Sul. Quando visitamos as ruínas da redução Jesuítica de São Miguel Arcanjo, podemos ter uma noção da grandiosidade do projeto que se construiu ali a mais de duzentos anos. Uma verdadeira epopeia que envolvia religiosidade e poder, pois todos sabemos que as missões Jesuíticas tinham como objetivo catequizar e cristianizar os nativos do novo mundo, mas também de estabelecer os marcos de dominação e afirmação de posse das novas terras. Na redução de São Miguel sob a proteção dos padres jesuítas cresceu o bravo Sepé, um índio que desde criança já estava predestinado a ser o líder de toda a nação Guarani, pois carregava um sinal em forma de lua crescente na testa, marca de uma triste herança também trazida pelo homem branco, a varíola, mas que todos de sua tribo acreditavam ser o sinal de tupã, o facho de luz que guiaria a todos á caminho da terra sem males. Sepé tombou em uma das sangrentas batalhas travadas contra os exércitos de Espanha e Portugal, mas seu grito ainda hoje ecoa pelos campos e se transformou em um símbolo de resistência e afirmação de alteridade “Esta terra tem dono”. Pela tradição de valentia e de defesa da terra que forjou nossa determinação á luta, podemos afirmar sem erro que é Sepé a gênese deste passado heroico, o exemplo que inspirou outras gerações de bravos gaúchos que sempre defenderam a ferro e fogo as fronteiras deste pampa. Somos herdeiros de sua coragem e valentia e como gaúchos que somos, nós do Teatro Luz e Cena nos sentimos honrados e comprometidos com o resgate da imagem do bravo Sepé. Esperamos que assim como nós vocês também se emocionem com esta história. E que ela se transforme em um libelo á liberdade que ela sirva como importante movimento de resgate de nossa história e de nossos verdadeiros heróis, em um momento em que o mundo anda tão carente de bons exemplos. Venham conosco se divertir, se emocionar, rir e chorar com a saga de nosso guerreiro da Lua Crescente.
                                                           Um bom espetáculo á todos!

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1) Filhos da Candinha, ano.1993

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