terça-feira, 13 de outubro de 2015

Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau é um país localizado na costa ocidental de África entre o Senegal e a Guiné. Para além do território continental, o país inclui ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o arquipélago dos Bijagós. A Guiné-Bissau estende-se por uma área de baixa altitude, sendo o interior formado por savanas e a costa por planícies pantanosas. O país tem um clima tropical, com um período de chuvas que alterna com outro de seca, com ventos quentes vindos do deserto do Sara. Foi colónia de Portugal, desde o século XV até à independência, conhecida como Guiné Portuguesa. O primeiro europeu a lá chegar foi Álvaro Fernandes em 1446, quando o território fazia parte do reino de Gabu, tributário do Império Mali. 1963 marcou o início de uma feroz luta armada pela autodeterminação, liderada por Amílcar Cabral, cujos triunfos militares permitiram a declaração unilateral da independência em 24 de setembro de 1973, reconhecida por Portugal no ano seguinte. Duas décadas depois, deram-se as primeiras eleições multipartidárias, pondo fim a um regime de partido único, de inspiração marxista-leninista. No entanto, o país tem vivido uma sucessão de golpes de estado e de guerras civis, com o narcotráfico a tomar proporções assustadoras. Um dos países mais pobres do mundo, a Guiné-Bissau é fortemente dependente da agricultura e da pesca. É o nono produtor mundial de caju, exporta peixe e mariscos juntamente com amendoim e madeira. As licenças de pesca e algum turismo ecológico nos Bijagós são outras fontes de receitas do país. A Guiné-Bissau também possui petróleo numa zona de exploração conjunta com o Senegal. A população da Guiné-Bissau é constituída por mais de vinte etnias, com línguas e costumes distintos. A única língua oficial da Guiné-Bissau, o português, é falada por apenas 14% dos guineenses, enquanto 44% se expressam em crioulo.
Amilcar Cabral Único estudante negro de sua turma, Cabral logo se envolve em reuniões de grupos antifascistas e, ao lado de outros alunos vindos da África, tais como Mário de Andrade, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos "conhece vetores culturais da reafricanização dos espíritos do movimento da negritude dirigido por Léopold Sédar Senghor"[2] . Após graduar-se em 1950, trabalhou por dois anos na Estação Agronómica de Santarém. Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessube percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953 adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente. Suas atividades políticas, como a criação da primeira a Associação Esportiva, Recreativa e Cultural da Guiné, aberta tanto aos "assimilados" quanto aos indígenas, reservam-lhe a antipatia do Governador da colônia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar para Angola. Nesse país, une-se ao MPLA[1] . EM 1955 Cabral participa da Conferência de Bandung e toma conhecimento da questão afro-asiática. Em 1959 juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Em 3 de agosto de 1959, o partido teve participação na greve de trabalhadores do porto de Pidjiguiti, fortemente reprimida pelo governo colonial, resultando na morte de 50 manifestantes e no ferimento de outras centenas. Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri, capital da República de Guiné-Cronacri. Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri. Centro Cultural Amílcar Cabral, em João Galego, em Cabo Verde Em 1970, Amílcar Cabral, fazendo-se acompanhar de Agostinho Neto e Marcelino dos Santos, é recebido pelo Papa Paulo VI[3] em audiência privada. Em 21 de novembro do mesmo ano, o Governador português da Guiné-Bissau determina o início da Operação Mar Verde, com a finalidade de capturar ou mesmo eliminar os líderes do PAIGC, então aquartelados em Conacri. A operação não teve sucesso. Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: "Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios." Aristides Pereira, substituiu-o na chefia do PAIGC. Após a morte de Cabral a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973. Seu meio-irmão, Luís de Almeida Cabral[4] , é nomeado o primeiro presidente do país.

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