quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Poesia de Amilcar Cabral

REGRESSO Mamãe Velha, venha ouvir comigo o bater da chuva lá no seu portão. É um bater de amigo que vibra dentro do meu coração. A chuva amiga, Mamãe Velha, a chuva, que há tanto tempo não batia assim... Ouvi dizer que a Cidade-Velha, — a ilha toda — Em poucos dias já virou jardim... Dizem que o campo se cobriu de verde, da cor mais bela, porque é a cor da esp´rança. Que a terra, agora, é mesmo Cabo Verde. — É a tempestade que virou bonança... Venha comigo, Mamãe Velha, venha, recobre a força e chegue-se ao portão. A chuva amiga já falou mantenha e bate dentro do meu coração!

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POIS NUNCA PERDE A LIBERDADE
QUEM LUTA E FAZ DO SONHO SUA VERDADE

1) Filhos da Candinha, ano.1993

Um Anjo Negro de Asas Brancas Chamado Liberdade