quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Diário II

Acredito que ainda somos depositários da modernidade no sentido de incluir, comparar e excluir . Neste sentido, como foi feita essas escolhas de quem seriam meus entrevistados? O percurso de escolha que antecedeu as entrevistas alicerçou-se também nas minhas próprias experiências como docente que trafega com certa "tranquilidade" neste âmbito da educação há mais de vinte anos. O caminho a ser traçado foi o desafio de entrar em contato com sujeitos culturais e desconhecidos.Os sujeitos escolhidos tem uma rubrica oriunda da cultura , um pertencimento e um produto cultural que legitimam essa escolha. O percurso destas historias, destas narrativas tem uma origem recortada nos anos 1990.Formando os sujeitos carnavalescos sujeitos únicos naquele momento de inserção do samba de enredo como uma construção oriunda da cultura, da cultura porto alegrense e dos desfiles de carnaval.Posso dizer, que o carnaval e a escolha deste artefato cultural os sambas de enredo, surgem da minha experiência televisiva dos desfiles carnavalescos e como já citei em outro momento dos poucos passos de sambista que já vivi na passarela do samba. Os sambas de enredo constituíram-se ao longo da minha trajetória elementos de leitura de certa historicidade, de narrativas singulares e complexas. E também perpassados os sambas de enredo por elementos coreográficos,musicais, memorialísticos que versam sobre narrativas oficiais alicerce dos sambas de enredo nos anos 1930 e como orienta Simas eram entoados percussivamente de duas formas: A letra proposta era narrar a história oficial, que era necessária para conter, disciplinar as camadas sociais amenizando as diferenças entre o morro e o asfalto, entre negros e brancos.Mesmo assim, os tambores ainda tocavam os sons de origem africana e as louvações aos orixás.

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1) Filhos da Candinha, ano.1993

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